O futebol feminino vive um momento de forte expansão no mercado internacional. A janela de transferências do meio do ano bateu um novo recorde e movimentou US$ 28,6 milhões, cerca de R$ 145,8 milhões, em negociações entre clubes de diferentes países.
Os dados foram divulgados pela Fifa nesta quinta-feira (3). Ao todo, 1.406 jogadoras trocaram de país durante o período, número que representa um crescimento de 19,2% em relação à janela equivalente de 2025.
O salto financeiro, porém, foi ainda mais impressionante. Os valores movimentados aumentaram 130% em comparação com o ano passado, quando as transferências internacionais somaram US$ 12,3 milhões, aproximadamente R$ 66 milhões na cotação daquele período.
O crescimento fica ainda mais evidente quando o levantamento é comparado com os números de quatro anos atrás.
Em 2022, os clubes movimentaram apenas US$ 1,23 milhão na janela de início da temporada europeia. O valor registrado agora é aproximadamente 23 vezes maior, mostrando a dimensão da transformação do mercado.
O aumento reflete a expansão dos investimentos feitos pelos clubes e a valorização cada vez maior das atletas no cenário internacional.
A Inglaterra foi o país que mais gastou com transferências internacionais de jogadoras. Os clubes ingleses desembolsaram aproximadamente US$ 8 milhões, o equivalente a R$ 40,8 milhões.
Na segunda posição aparece a Espanha, com US$ 6,6 milhões, cerca de R$ 33,7 milhões.
Entre as negociações que contribuíram para esse resultado está a transferência da brasileira Kerolin, que deixou o Manchester City para defender o Barcelona. A atacante foi negociada por aproximadamente R$ 8,85 milhões e se tornou a brasileira envolvida na transferência mais cara da história do futebol feminino.
O ranking dos países que mais investiram também conta com Alemanha, Estados Unidos e Itália.
Os clubes alemães movimentaram aproximadamente R$ 25 milhões em contratações internacionais. Nos Estados Unidos, o volume chegou a R$ 14,8 milhões, enquanto as equipes italianas investiram cerca de R$ 10,73 milhões.
Juntos, esses cinco mercados concentraram uma parcela significativa dos investimentos registrados pela Fifa na janela.
Se Inglaterra e Espanha chamaram atenção pelos gastos, a Suécia ganhou destaque do outro lado da balança: foi o país que mais arrecadou com a venda de jogadoras.
Os clubes suecos somaram US$ 4,2 milhões, aproximadamente R$ 21,45 milhões, em receitas provenientes de transferências internacionais.
Os números apresentados pela Fifa mostram que o futebol feminino não está apenas crescendo em audiência e investimento. O mercado de transferências também passa por uma transformação acelerada, com mais jogadoras mudando de país e valores cada vez maiores envolvidos nas negociações.
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