Futebol Protesto

Flamengo protesta contra restrição às bets com mensagem: “Proibir não é proteger”

Rubro-negro levou manifestação para a camisa em jogo contra o Santos; mudanças nas regras podem afetar contratos comerciais e gerar perdas bilionárias para clubes brasileiros.

20/10/2026 11h59
Por: Fernanda Lupper Fonte: Leo Pereira em jogo do Flamengo contra Santos com camisa em protesto ao fim das bets (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)
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O Flamengo levou para dentro de campo uma manifestação contra as restrições às plataformas de apostas esportivas no Brasil. Na partida contra o Santos, disputada nesta quinta-feira (8), pelo Campeonato Brasileiro, o clube exibiu a frase “Proibir não é proteger”, mensagem que também apareceu em painéis publicitários durante a retomada do futebol após a Data Fifa.

O protesto ocorreu na Vila Belmiro, estádio do Santos, e colocou em evidência uma discussão que vai além das quatro linhas: os efeitos das mudanças regulatórias sobre os contratos de patrocínio e as receitas dos clubes brasileiros.

Restrição às bets afeta acordos comerciais

A medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), conforme descrito no material de origem, restringiu a atuação de plataformas de apostas e provocou impactos nos acordos comerciais ligados ao setor.

Com as mudanças, clubes brasileiros precisaram suspender ou encerrar contratos de patrocínio com empresas de apostas. O futuro da medida depende de sua tramitação e definição no Congresso Nacional.

A frase estampada pelo Flamengo sintetiza a posição crítica à restrição. A mensagem também foi utilizada em espaços publicitários nos estádios, ampliando a visibilidade do debate durante as partidas.

Prejuízo pode ultrapassar R$ 1 bilhão

O impacto financeiro é um dos principais pontos de preocupação para o futebol nacional. Considerando apenas os clubes que disputam a Série A do Campeonato Brasileiro, as perdas potenciais com acordos de patrocínio ligados às empresas do segmento podem ultrapassar R$ 1 bilhão, segundo as estimativas mencionadas no material original.

O cenário coloca os clubes diante do desafio de buscar novas fontes de receita e renegociar parcerias comerciais em meio às mudanças nas regras do setor.

A discussão sobre as apostas esportivas, portanto, passou a ocupar também o espaço esportivo e comercial do futebol brasileiro, com possíveis consequências para o financiamento das equipes e o mercado de patrocínios.

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