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Estudantes “viajam” pela história de Brasília durante visita à exposição Utopias em construção

Mostra no Museu Nacional da República recebeu cerca de 150 alunos de escolas públicas do Distrito Federal

05/09/2026 15h36
Por: Fernanda Lupper Fonte: fernandaLupper/Dissemedisse
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Conhecer Brasília deixou de ser apenas uma aula de história para cerca de 150 estudantes que visitaram a exposição Utopias em construção: Brasília nas dobras do tempo, no Museu Nacional da República, nessa quinta-feira (3/9).

Alunos e professores do Centro Educacional (CED) Gesner Teixeira, de Santa Maria, e do Centro de Ensino Fundamental (CEF) Queima Lençol, da Fercal, percorreram a exposição e tiveram contato com fotografias, documentos, projetos e obras de arte que ajudam a contar a história da capital federal.

A mostra é gratuita e reúne um acervo inédito, com realização do Metrópoles Arte em parceria com o Arquivo Público do Distrito Federal (ArPDF). O percurso é dividido em três setores principais: Área Monumental, Segmentos Radiais e Núcleo Monumental.

A curadoria é assinada por Marcus Lontra, Marília Panitz e Rafael Peixoto.

Para alguns alunos, foi a primeira vez em um museu

A visita ganhou um significado especial para estudantes que vivem em regiões mais afastadas do centro de Brasília.

Professora de Ciências do 6º, 7º e 8º anos do CEF Queima Lençol, Maria Clara Chagas destacou a importância de proporcionar esse tipo de experiência aos alunos.

“Nós moramos muito longe daqui e eles realmente não têm essa vivência de vir e de conhecer. Não vêm ao Museu Nacional a passeio, geralmente o lazer deles está mais concentrado na Fercal”, explicou.

Entre os estudantes estava Amanda Larissa Moraes da Silva, de 13 anos, aluna do 8º ano C. Recém-chegada do Maranhão, ela contou que nunca havia visitado um museu antes.

“Eu morava em uma cidade pequena no Maranhão e estou bastante impressionada por visitar pela primeira vez um museu na minha vida. É um sonho e tem sido muito legal”, afirmou a adolescente.

Quando perguntada sobre qual obra mais havia chamado sua atenção, Amanda não conseguiu escolher apenas uma: “Quase todas”.

A experiência também chamou a atenção de Vitória Gabrielly, de 13 anos, estudante do 7º ano A do CED Gesner Teixeira.

“Os quadros e as esculturas me surpreenderam. Estou achando tudo bem legal”, contou.

Obras ajudam a transformar a aula em experiência

Para Clara Caroline de Araújo Santana, do 6º ano A do CEF Queima Lençol, a visita serviu para aproximar os estudantes da história da cidade onde vivem.

“A primeira impressão que tive quando eu cheguei foi que achei muito interessante todas as pinturas, obras e esculturas. Todo mundo devia vir aqui para conhecer. É algo muito importante saber mais sobre Brasília e sobre tudo o que aconteceu no passado da cidade. Eu voltaria mais vezes aqui”, afirmou.

Além das obras de arte, a exposição apresenta diferentes documentos e registros que ajudam a compreender a formação, a ocupação e as transformações de Brasília ao longo do tempo.

Visita também aconteceu durante a tarde

No período da tarde, outras turmas do CEF Queima Lençol também participaram da atividade. Estudantes do 4º e 5º anos conheceram as mais de 100 obras expostas, acompanhados por professores e mediadores.

Para a professora Gabriella Ferreira, sair da sala de aula e entrar em contato direto com os espaços da cidade faz diferença no aprendizado.

“Contribui no sentido de trazer para a prática as coisas que eles estão estudando. Por exemplo, o conteúdo de história e geografia do 4º ano é todo relacionado a Brasília e ao Distrito Federal; eles estudam as coisas, mas tudo fica muito no abstrato”, explicou.

Segundo ela, a experiência permite que as crianças tenham uma percepção diferente daquilo que normalmente aparece apenas nos livros e nas imagens.

“Afinal, em uma foto ou imagem parece uma coisa, mas, quando eles chegam aqui, veem de verdade o tamanho e a grandiosidade”, completou.

A professora também percebe mudanças no interesse dos alunos depois de atividades fora da escola.

“Quando eles veem as coisas e depois assistem à aula, ficam todos empolgados, muito mesmo. Eles dizem: ‘Tia, a gente viu aquilo lá!’”, contou.

Para Gabriella, a experiência ainda contribui para o desenvolvimento das crianças fora do conteúdo pedagógico. Em um ambiente diferente da sala de aula, os estudantes também aprendem a lidar com novas regras, espaços e situações.

“Eles adotam um comportamento diferente porque é outro espaço, não é mais aquele ambiente fechado. Como são mais novos e ainda não compreendem totalmente o significado de uma saída pedagógica, eles tendem a misturar a atividade com momentos de pura diversão. Por isso, a orientação é constante”, concluiu.

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