A lasanha é daqueles pratos que costumam reunir sabor, praticidade e memória afetiva. Mas, para quem está tentando emagrecer, ela muitas vezes acaba sendo colocada na lista de alimentos proibidos. Segundo a nutricionista Fernanda Lopes, porém, não é preciso excluir a receita da alimentação para alcançar resultados.
O segredo está no equilíbrio e, principalmente, nas escolhas feitas durante o preparo. “O resultado está muito mais relacionado à frequência de consumo, ao equilíbrio da rotina alimentar e às escolhas feitas no dia a dia do que a um alimento isoladamente. Pequenos ajustes na preparação já podem fazer diferença ao longo do processo”, explica a especialista.
Com algumas substituições, é possível deixar a lasanha mais equilibrada e ainda preservar o sabor. Confira quatro dicas:
Ingredientes como cheddar, gorgonzola e catupiry podem aumentar bastante a densidade calórica da receita por conta do alto teor de gordura.
Uma alternativa é reduzir a quantidade desses produtos ou substituí-los por opções mais leves, como ricota, cottage, muçarela light e queijo minas frescal.
“Queijos mais gordurosos aumentam a densidade calórica da refeição. Ajustar a quantidade e optar por versões mais leves ajuda na organização alimentar sem comprometer o sabor”, orienta Fernanda.
Os molhos industrializados também podem pesar na composição nutricional da lasanha. Dependendo da opção escolhida, eles podem apresentar quantidades elevadas de sódio, açúcar e outros ingredientes adicionados.
Para ter maior controle sobre a receita, a nutricionista recomenda preparar o molho em casa, utilizando tomate, alho, cebola e temperos frescos.
“Preparações caseiras ajudam no controle dos ingredientes e permitem escolhas mais equilibradas”, afirma.
Outra estratégia simples é utilizar vegetais para substituir parte das camadas tradicionais de massa.
Abobrinha e berinjela, por exemplo, podem entrar na montagem da lasanha e aumentar a quantidade de fibras e vegetais da refeição.
“Substituições simples ajudam a diminuir o valor calórico do prato e aumentam o aporte de fibras na alimentação. Legumes como berinjela e abobrinha podem entrar no lugar de parte das camadas tradicionais sem alterar o sabor e ainda contribuem para maior saciedade”, explica a nutricionista.
Mais importante do que eliminar completamente um prato da rotina é observar a frequência e o contexto em que ele é consumido.
Para Fernanda, nenhum alimento isolado determina o sucesso ou o fracasso de um processo de emagrecimento. A perda de peso está relacionada a um conjunto de hábitos mantidos ao longo do tempo.
“A perda de peso acontece de forma gradual e está muito mais ligada ao equilíbrio da rotina do que a uma refeição específica”, destaca.
A especialista também ressalta a importância do acompanhamento profissional durante o processo, especialmente para que a alimentação seja adaptada às necessidades individuais.
No fim das contas, a lasanha não precisa sair do cardápio para quem quer emagrecer. Com ajustes nos ingredientes, atenção às quantidades e uma rotina alimentar equilibrada, o prato pode continuar fazendo parte das refeições sem precisar virar motivo de culpa.
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